Objetivos

Este blog tem como objetivo a inclusão dos cursos da área da saúde da AJES de Guarantã do Norte.

A interdisciplinaridade caracteriza-se por uma atitude de busca e inclusão de acordo e de sintonia diante do conhecimento.

Um trabalho interdisciplinar garante interação entre alunos e destes com professores, sem falar na experiência e convívio grupal.

Portanto, você pode publicar artigos, atualizações de conteúdos, eventos e fotos baseados nos preceitos Éticos.




6 comentários em “Objetivos

  1. Boa tarde! prezados acadêmicos, o nosso blog foi criado no intuito de instrumentalizar o processo de aprendizado de acordo com as metodologias ativas, com interação professor, acadêmico , interdisciplinar e multiprofissional.
    Professor: Wladimir Rodrigues Faustino
    Coordenado de Enfermagem da AJES
    Mestre em Enfermagem Profissional na Gênese do Cuidar
    Especialista em UTI-Adulto-Pediatria-Neonatologia-Nefrologia.

    Material de Estudo e PBL, disciplina de Enfermagem em Infectologia.
    Aproveitem ….

    A Enfermagem é uma ciência que consiste especificamente em cuidar do ser humano, individualmente, da família e da comunidade de uma maneira integral e holística, desenvolvendo atividades de promoção, proteção, prevenção, reabilitação e recuperação da saúde. O conhecimento da enfermagem consiste em abordagem filosófica, ao enxergar o ser humano em seu contexto existencial, a tecnologia e a ciência buscando a lógica formal como responsável pela correção normativa e a ética como princípio fundamental para nortear suas ações.

    INSTITUTO LATINO AMERICANO DE SEPSE

    IMPLEMENTAÇÃO DE PROTOCOLO GERENCIADO DE SEPSE PROTOCOLO CLÍNICO
    Atendimento ao paciente adulto com sepse / choque séptico
    1. Considerações gerais
    A sepse é uma síndrome extremamente prevalente, com elevada morbidade e mortalidade e altos custos. Seu reconhecimento precoce e tratamento
    adequado são fatores primordiais para a mudança deste cenário. A implementação de protocolos clínicos gerenciados é uma ferramenta útil neste
    contexto, auxiliando as instituições na padronização do atendimento ao paciente séptico, diminuindo desfechos negativos e proporcionando melhor efetividade do tratamento.
    As recomendações contidas neste documento estão baseadas nas diretrizes da Campanha de Sobrevivência a Sepse (SSC, Surviving Sepsis Campaign )
    1,2 e visam o tratamento de pacientes adultos nas unidades de urgência e emergência, nas unidades de internação e nas unidades de terapia intensiva.
    Neste documento foram atualizadas as nomenclaturas utilizadas, conforme as novas definições do Sepsis 3 sendo agora os termos utilizados: infecção, sepse e choque séptico. Entretanto, a despeito do uso da nova nomenclatura, o ILAS optou por alinhar o processo de triagem dos pacientes com a SSC. A síndrome de resposta inflamatória sistêmica (SRIS), embora não utilizada para a definição de sepse, continua sendo importante para a triagem de pacientes com suspeita de sepse.
    Da mesma forma que a SSC, o ILAS não mudou os critérios usados para definir disfunção orgânica, mantendo a hiperlactatemia como um deles. O
    critério para definição de choque séptico também não foi alterado.
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    Resposta: desregulada à infecção. Entretanto, não adotamos os critérios clínicos para definição de disfunção orgânica do Sepse 3, variação do escore SOFA, por entender que os mesmos não são aplicáveis em iniciativas de melhoria de qualidade. Manteve-se os critérios utilizados anteriormente, inclusive a hiperlactatemia, por entendermos que a mortalidade em países em desenvolvimento ainda é muito elevada e a identificação precoce destes
    pacientes é parte fundamental do objetivo deste protocolo. As principais disfunções orgânicas são:
    • hipotensão (PAS < 90 mmHg ou PAM 40 mmHg)
    • oligúria (≤0,5mL/Kg/h) ou elevação da creatinina (>2mg/dL);
    • relação PaO2/FiO2 90%;
    • contagem de plaquetas 2X o valor de referência).

    A presença de disfunção orgânica na ausência dos critérios de SRIS pode representar diagnóstico de sepse. Assim, na presença de uma dessas
    disfunções, sem outra explicação plausível e com foco infeccioso presumível, o diagnóstico de sepse deve ser feito, e o pacote de tratamento iniciado,
    imediatamente após a identificação.
    Choque séptico
    Segundo a SSC, choque séptico é definido pela presença de hipotensão não responsiva à utilização de fluídos, independente dos valores de lactato. A SSC não adotou o novo conceito de choque, que exige a presença concomitante de lactato acima do valor de referencia mesmo após reposição volêmica inicial.

    3. Triagem e rotina para atendimento
    O protocolo de sepse deve ser aberto para pacientes com SUSPEITA de sepse e choque séptico. Cada instituição irá decidir, de acordo com sua
    disponibilidade de recursos humanos e capacidade de triagem, se o protocolo de sepse será aberto na presença de SRIS e suspeita de infecção (elevada sensibilidade, permitindo tratamento precoce e prevenindo disfunção orgânica)
    ou a partir de presença de disfunção orgânica em pacientes com suspeita de
    infecção grave, priorizando nesse caso, o atendimento dos casos mais graves.
    Recentemente, foi descrito o escore qSOFA4
    , com 3 componentes:
    rebaixamento de nível de consciência, frequência respiratoria ≥ 22 ipm e pressão
    arterial sistólica abaixo de 100 mmHg. Esse escore, ainda não prospectivamente
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    validado, identificaria entre pacientes fora da UTI aqueles com maior risco de
    óbito. No seu processo de validação retrospectiva, o escore mostrou boa
    acurácia na predição de óbito, às custas, entretanto, de baixa sensibilidade.
    Assim, o mesmo não deve ser utilizado para triagem de pacientes com suspeita
    de sepse, mas sim para, após a triagem adequada desses pacientes com base
    em critérios mais sensíveis, identificar aqueles com maior risco de óbito.
    Após identificação do paciente com SUSPEITA de sepse, usualmente pela
    enfermagem, a equipe médica decide se deve ou não haver o seguimento do
    protocolo, com base nas informações disponíveis para tomada de decisão em
    relação à probabilidade de se tratar de sepse. Nessa decisão, alguns fatores
    devem ser levados em consideração:
    1. Em pacientes com qualquer das disfunções clínica utilizadas na triagem (hipotensão,
    rebaixamento de consciência, dispneia ou desaturação e, eventualmente, oligúria),
    deve-se dar seguimento imediato ao protocolo, com as medidas do pacote de 1 hora,
    e proceder a reavaliação do paciente ao longo das 6 primeiras horas.
    2. Em pacientes com disfunção clínica aparente, mas com quadro clínico sugestivo de
    outros processos infecciosos atípicos (no contexto da sepse), como dengue, malária
    e leptospirose, a equpe médica poderá optar por seguir fluxo específico de
    atendimento que leve em consideração peculiaridades do atendimento a esses
    pacientes.
    3. Em pacientes sem disfunção clínica aparente, deve-se levar em conta o quadro
    clinico, não sendo adequado o seguimento do protocolo em pacientes com quadros
    típicos de infecções de via aérea alta ou amigdalites, por exemplo, que podem gerar
    SRIS mas tem baixa probabilidade de se tratar de casos de sepse. São também
    exemplos de pacientes de baixo risco aqueles jovens e sem comorbidades. Em
    pacientes sem disfunção clínica aparente e com baixo risco de se tratar de sepse, o
    médico pode decidir por outro fluxo de atendimento. Nesses casos, pode-se optar
    por investigação diagnóstica simplificada e observação clínica antes da
    administração de antimicrobianos da primeira hora. Novamente, pacientes com
    quadros sugestivos de processos infecciosos atípicos, como denque e malária,
    devem seguir fluxo específico de atendimento.
    4. Em pacientes para os quais já exista definição de cuidados de fim de vida, o protocolo
    deve ser descontinuado, e o paciente deve receber tratamento pertinente a sua
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    situação clínica, incluindo eventualmente alguns dos componentes do pacote de
    tratamento. Em hospitais que gerenciam o protocolo de sepse, esses pacientes não
    devem ser incluídos no cálculo dos denominadores.
    Um exemplo de flluxograma de triagem baseado nessas premissas está
    disponível na figura 1. Deve-se lembrar que escores de gravidade podem auxiliar
    na identificação de pacientes com maior risco de óbito. Assim, pacientes com
    escore qSOFA positivo, ou seja, com dois ou mais componentes presentes,
    devem receber atenção especial, da mesma forma que pacientes com múltiplas
    disfunções orgânicas.
    A equipe médica deve definir a classificação inicial do paciente. As possíveis
    classificações seriam: infecção sem disfunção com seguimento do protocolo,
    sepse ou choque, afastado sepse/choque ou paciente sob cuidados de fim de
    vida.
    Após identificação do paciente com suspeita de sepse os seguintes passos
    devem ser cumpridos:
    1. registre o diagnóstico no prontuário ou na folha específica de triagem do
    protocolo institucional. Todas as medidas devem ser tomadas a partir do
    momento da formulação da hipótese de sepse.
    2. todos os pacientes com protocolos de sepse abertos devem ter seu
    atendimento priorizado com o objetivo de otimizar a coleta de exames, o início
    de antibioticoterapia e a ressuscitação hemodinâmica;
    3. realize anamnese e exame físico dirigidos, com atenção especial aos sinais
    clínicos de disfunção orgânica;
    4. pacientes com disfunção orgânica grave e ou choque devem ser alocados em
    leitos de terapia intensiva assim que possível, a fim de garantir o suporte
    clínico necessário. Caso não seja possível a alocação em leito de terapia
    intensiva, deve-se garantir o atendimento do paciente de maneira integral,
    independente do setor em que o mesmo se encontre;
    5. a ficha do protocolo de sepse deve acompanhar o paciente durante todo o
    atendimento de tratamento das 6 primeiras horas, a fim de facilitar a
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    comunicação nos pontos de transição entre as equipes de diferentes turnos
    ou setores e resolver pendências existentes para o atendimento.
    4. Tratamento
    4.1 Pacote de 1 hora
    Para todos os pacientes em que a equipe médica optou por dar
    seguimento ao protocolo, o pacote de 1 hora deve ser executado. O mesmo é
    composto dos seguintes itens:
    1. Coleta de exames laboratoriais para a pesquisa de disfunções orgânicas:
    gasometria e lactato arterial, hemograma completo, creatinina, bilirrubina e
    coagulograma.
    2. Coleta de lactato arterial o mais rapidamente possível mas dentro da primeira
    hora, que deve ser imediatamente encaminhado ao laboratório, afim de se
    evitar resultado falsos positivos. O objetivo é ter resultado deste exame em 30
    minutos.
    3. Coleta de duas hemoculturas de sítios distintos em até uma hora, conforme
    rotina específica do hospital, e culturas de todos os outros sítios pertinentes
    (aspirado traqueal, líquor, urocultura) antes da administração do
    antimicrobiano. Caso não seja possível a coleta destes exames antes da
    primeira dose, a administração de antimicrobianos não deverá ser postergada;
    4. Prescrição e administração de antimicrobianos de amplo espectro para a
    situação clínica, por via endovenosa, visando o foco suspeito, dentro da
    primeira hora da identificação da sepse. A utilização de antimicrobianos deve
    seguir a orientação do serviço de controle de infecção hospitalar da instituição,
    que deverá definir com o corpo clínico local as recomendações para o
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    tratamento empírico conforme o foco de infecção identificado e a característica
    da infecção, comunitária ou associada a assistência a saúde.
    5. Princípios de farmacocinética e farmacodinâmica devem ser seguidos por
    todas as instituições. Todas as recomendações visando otimização da terapia
    antimicrobiana devem ser feitas com auxílio do farmacêutico e da enfermagem
    e estarem amplamente disponíveis para todos os profissionais. As principais
    recomendações estão listadas abaixo.
    • Utilizar dose máxima para o foco suspeito ou confirmado, com dose de ataque
    nos casos pertinentes, sem ajustes para a função renal ou hepática. As doses
    devem ser plenas visando otimização da redução da carga bacteriana ou
    fúngica. Embora seja discutível, pode-se manter doses sem ajuste para
    função renal pelas primeiras 24 horas. Isso é de suma importância para os
    antimicrobianos hidrofílicos dado ao aumento do volume de distribuição dos
    mesmos em decorrência da resuscitação volêmica.
    • Atentar para a dilução adequada de forma a evitar incompatibilidade e
    concentração excessiva. Utilizar a infusão estendida de antibióticos
    betalactâmicos como piperacilina-tazobactam e meropenem, com exceção da
    primeira dose, que deve ser administrada, em bolus, o mais rápido possível.
    • Utilizar terapia combinada, com duas ou três drogas, quando existir suspeita
    de infecção por agentes multidrogas resistentes. Considerar o uso de
    diferentes classes de antibióticos, para um mesmo agente, em pacientes com
    choque séptico.
    • Restringir o espectro antimicrobiano quando o patógeno for identificado e a
    sensibilidade conhecida; terapia combinada pode ser de-escalonada
    conforme evidência de resposta clínica ou resolução da infecção.
    6. Para pacientes hipotensos (PAS< 90mmHg, PAM 7,15, pois o tratamento dessa acidose é o restabelecimento
    da adequada perfusão. Nos pacientes com pH abaixo desse valor esta terapia
    pode ser avaliada como medida de salvamento.
    Controle glicêmico
    Os pacientes na fase aguda de sepse cursam frequentemente com
    hiperglicemia, secundária a resposta endocrino-metabólica ao trauma. O
    controle adequado da glicemia é recomendado por meio da utilização de
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    protocolos específico, visando uma meta abaixo de 180 mg/dL, evitando-se
    episódios de hipoglicemia e variações abruptas da mesma.
    Terapia renal substituta
    Não existe recomendação para o início precoce de terapia renal substituta,
    devendo-se individualizar cada caso, conforme discussão com equipe
    especialista.
    Da mesma maneira, não existe recomendação para hemodiálise intermitente
    ou modalidades contínuas, devendo-se reservar estes métodos para pacientes
    com instabilidade hemodinâmica grave, nos locais onde este recurso é
    disponível.
    5. Seguimento do paciente: linha de cuidado do paciente séptico
    O atendimento ao paciente séptico nas primeiras 24 horas é de suma
    importância para o desfecho favorável. Entretanto, outras ações são necessárias
    para o sucesso pleno em termos de sobrevida hospitalar e reabilitação após a
    alta, com estabelecimento de uma linha de cuidado adequada, desde o momento
    da internação hospitalar ou do diagnóstico de sepse até o momento da alta.
    O paciente deve ser seguido e atendido de forma adequada durante toda a
    internação hospitarlar. O atendimento multidisciplinar contribui para os
    desfechos favoráveis tanto dentro do hospital como após a alta. A enfermagem
    tem fundamental importância para a recuperação funcional, desde o momento
    do reconhecimento precoce até a alta hospitalar. Nutrição adequada, fisioterapia
    respiratória e motora, focada em mobilização precoce, e atendimento
    fonoaudiológico para recuperação de deglutição e fonação contribuem para a
    reabilitação do paciente. O suporte psicológico precoce pode minimizar os riscos
    de desenvolvimento de estresse pós traumático. A odontologia tem seu papel na
    identificação e controle do foco, bem como na prevenção de infecções
    respiratórias. O acompanhamento diário pela farmácia clinica possibilita a
    adequação da prescrição médica. O serviço social é importante para a
    reinserção do paciente na sociedade e o seguimento do mesmo no sistema de
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    saúde. Em suma, todos os profissionais envolvidos no atendimento têm um
    papel importante a desempenhar.
    As orientações no momento da alta, visando a continuidade do cuidado
    ambulatorial e o seguimento por todas as equipes responsáveis pela reabilitação
    funcional do paciente são também fundamentais para a continuidade do
    tratamento.
    6. Prevenção de infeções relacionadas a assistência a saúde
    Recomenda-se a utilização de dispositivos invasivos (canula orotraqueal,
    cateter venoso central, pressão arterial invasiva e cateter vesical de demora)
    pelo menor tempo possível afim de se evitar complicações mecânicas e
    infecciosas.
    Além disso, é recomendado que as unidades sigam as diretrizes para
    prevenção de infecções relacionadas a estes dispositivos (pneumonia associada
    a ventilação mecânica, infecção de corrente sanguínea associada a cateter
    venoso central e infecção do trato urinário relacionado a cateter vesical de
    demora).
    7. Referências
    1. Surviving Sepsis Campaign – bundles of care.
    http://www.survivingsepsis.org/Bundles/Pages/BundlesforImprovement.a
    spx. Accessed October 22th 2011.
    2. Rhodes A, Phillips G, Beale R, et al. The Surviving Sepsis Campaign
    bundles and outcome: results from the International Multicentre
    Prevalence Study on Sepsis (the IMPreSS study). Intensive Care Med.
    2015;41(9):1620-1628.
    3. Singer M, Deutschman CS, Seymour CW, et al. The Third International
    Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). JAMA.
    2016;315(8):801-810.
    4. Seymour CW, Liu VX, Iwashyna TJ, et al. Assessment of Clinical Criteria
    for Sepsis: For the Third International Consensus Definitions for Sepsis
    and Septic Shock (Sepsis-3). JAMA. 2016;315(8):762-774.
    Revisado em: agosto de 2018

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  2. Tharsus Takeuti 7 de maio de 2019 — 16:51

    Habilitação em “Docência e Pesquisa” unifica especializações da Biomedicina

    A Biomedicina está entre as profissões com variado número de habilitações. As habilitações são o campo de atuação do profissional biomédico, após a conclusão de estágio obrigatório de 500 horas ou especialização em instituição de ensino superior reconhecida pelo MEC. Recentemente, o Conselho Federal de Biomedicina (CFBM) decidiu ajustar algumas habilitações da Biomedicina, por meio da unificação da área de competência.

    Conforme o vice-presidente do CFBM, biomédico Edgar Garcez Júnior, as habilitações que são voltadas ao ensino e à pesquisa e têm caráter eminentemente não laboratorial foram agregadas na habilitação “Docência e Pesquisa”. Ou seja, Biofísica, Virologia, Fisiologia, Histologia Humana, Patologia, Embriologia, Psicobiologia estão agora apensadas. As demais foram mantidas em separado. Ou seja, não se trata de exclusão.

    O vice-presidente do CFBM reforça que a Biomedicina continua tendo 35 habilitações e, futuramente, até mais visto que os Conselhos unidos têm trabalhado neste sentido. “O que fizemos foi deixar mais claras as áreas de atuação”, afirma. A mudança na nomenclatura favorece ainda um aspecto jurídico relevante. “Lamentavelmente, muitos profissionais habilitados para a docência assinavam laudos ou produziam documentos sem ter habilitação para isso, o que agravava problemas durante a Fiscalização”, reforça Edgar Garcez Júnior.

    O assunto já vinha sendo discutido há cerca de três anos, período em que também foram realizados estudos para fundamentar a decisão e ao final do ano de 2018, solidificou-se. Antes, foram realizadas várias reuniões com os membros do CFBM, especialmente aqueles que integram os grupos dos professores e dos coordenadores de cursos, incluindo o presidente e o tesoureiro da entidade, Sílvio José Cecchi e Dácio Eduardo Leandro Campos, respectivamente, além da participação de representantes de todos os Regionais.

    “O que tenho enfatizado bastante durante palestras e encontros com biomédicos é a importância de reforçar esse caráter docente, tão forte na Biomedicina, e agora mais específico com a nomenclatura “Docência e Pesquisa”, diz Edgar. O Conselho Federal de Biomedicina, por enquanto, não divulgará uma Resolução específica sobre o assunto, mas orienta que todos os seus públicos promovam a disseminação das habilitações com este novo formato, com o objetivo de endossar o caráter da Docência e da Pesquisa. (Imprensa – CRBM-3)

    Habilitações da Biomedicina

    1 – Patologia Clínica

    2 – Parasitologia

    3 – Microbiologia

    4 – Imunologia

    5 – Hematologia

    6 – Bioquímica

    7 – Banco de Sangue

    8- Docência e Pesquisa: Biofísica, Virologia, Fisiologia, Histologia Humana, Patologia, Embriologia, Psicobiologia

    9 – Saúde Pública

    10 – Imagenologia

    11 – Radiologia

    12 – Análises Bromatológicas

    13 – Microbiologia de Alimentos

    14 – Citologia

    15 – Análise Ambiental

    16 – Acupuntura

    17 – Genética

    18 – Reprodução Humana

    19 – Biologia Molecular

    20 – Farmacologia

    21 – Informática de Saúde

    22 – Histotecnologia Clínica

    23 – Toxicologia

    24 – Sanitarista

    25 – Auditoria

    26 – Perfusão Extracorpórea

    27 – Biomedicina Estética

    28 – Monitoramento Neurofisiológico Transoperatório

    Referência:

    HABILITAÇÃO EM “DOCÊNCIA E PESQUISA” UNIFICA ESPECIALIZAÇÕES DA BIOMEDICINA. CONSELHO FEDERAL DE BIOMEDICINA. Disponível em: Acesso em: 07 de maio de 2019.

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  3. Biomédicos têm nova habilitação: fisiologia do esporte e da prática do exercício físico
    Foi publicada no Diário Oficial da União a Resolução CFBM n° 309, de 17 de julho de 2019, que cria a habilitação e regulamenta a atividade do profissional biomédico em fisiologia do esporte e da prática do exercício físico.

    Atribuições
    O fisiologista esportivo e da prática do exercício físico, pode atuar diretamente com o cliente ou como parte da comissão técnica de equipes e na indústria, oferecendo a retaguarda científica nas áreas das ciências do esporte, baseada na monitorização de indicadores fisiológicos e bioquímicos do desempenho no exercício.

    O profissional biomédico habilitado atuará fornecendo informações para o trabalho dos demais membros da equipe multidisciplinar (profissional de educação física, nutricionista, fisioterapeuta e médico) visando potencializar o resultado das estratégicas de nutrição, treinamento e recuperação.

    Ao profissional biomédico fisiologista do esporte e da prática do exercício físico é facultado realizar em caráter científico de retaguarda para a ciência do esporte, seja para o profissional de educação física, nutricionista, fisioterapeuta e para o médico, trazendo as informações da ciência esportiva para aplicar na prática.

    Como obter a habilitação
    Para obtenção de habilitação em fisiologia do esporte e da prática do exercício físico o biomédico deverá apresentar PELO MENOS UM dos requisitos:

    Estágio supervisionado na graduação, de no mínimo 500 horas;
    Pós-graduação lato ou stricto sensu na área;
    Título de especialista pela Associação Brasileira de Biomedicina (ABBM).

    Fonte: Biomedicina Padrão. Disponível em: Acessado em setembro de 2019.

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  4. Citação Direta e Citação Indireta
    CITAÇÃO DIRETA
    Nas citações diretas ou textuais as palavras do autor em questão são transcritas exatamente, sem alterações. Estas se classificam em:
    CITAÇÃO DIRETA CURTA: quando não ultrapassam 3 linhas. Elas fazem parte do texto, mas precisam estar entre aspas.
    Exemplo:
    “Ser ou não ser, eis a questão”, (SHAKESPEARE, 1599, ato III Cena I), era a expressão preferida.
    CITAÇÃO DIRETA LONGA: Esse tipo de citação ocorre quando possuem mais de 3 linhas.
    Estas são destacadas com recuo de 4 cm, fonte tamanho 10 e não se utiliza aspas. Deve ser deixado um espaço de 1,5 entre o texto e esta citação. Ao final deve ser acrescentado o sobrenome do autor em caixa alta, ano, página.
    CITAÇÃO INDIRETA
    É muito importante saber dominar esse tipo de citação, que é bem fácil. Você poderá aprender uma vez por todas com nossos exemplos abaixo.
    A citação indireta é quando expressamos a ideia ou pensamento de outros, através de nossas palavras.
    Neste caso, devemos indicar o nome do autor da seguinte forma:
    CITAÇÃO INDIRETA 1: O autor pode ser citado no corpo do texto – usamos somente a primeira letra do nome em letra maiúscula + ano em que foi publicado o trabalho (entre parênteses).
    Exemplo:
    Analisando a rotação do osso sobre a base, pode-se, segundo “Kapan (2001), descobrir até que ponto haverá o desenvolvimento do paciente.
    CITAÇÃO INDIRETA 2: O autor pode ser citado entre parênteses – com letra maiúscula + ano da publicação
    Exemplo:
    Analisando a rotação do osso sobre a base pode-se descobrir até que ponto haverá o desenvolvimento do paciente (KAPAN, 2001).
    Na próxima vamos falar de Referências.
    Att Prof. Fabiana Rezer

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  5. Metodologias Ativas em breve será postado atividades realizadas em aula.

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  6. MATERIAL DIDÁTICA
    Dicas sobre preparação de slides digitais para seminários, palestras, artigos em conferências, …
    Fazer apresentações usando slides digitais é uma arte que requer um pouco de prática mas não é muito difícil. Esta página contém uma série de regrinhas que vão ajudar você a preparar slides de forma a transmitir as suas idéias com maior eficácia.

    Sobre o conteúdo
    Faça um planejamento top-down da sua apresentação. Primeiro decida quais serão os slides, depois comece a prepará-los.
    Pense muito bem sobre quem é o público alvo da sua apresentação e direcione o conteúdo para esse público.
    Lembre-se que exemplos práticos e concretos são fundamentais para o entendimento do público; evite uma palestra meramente teórica e abstrata pois o seu entendimento será muito mais difícil.
    Sobre a forma
    Calcule algo entre 1 e 2 minutos por slide. Apresentações mais curtas (15 minutos), ficam mais próximas de 1 minuto por slide, apresentações mais longas (90 minutos), mais próximas de 2 minutos por slide.
    Se você não tem muita experiência com apresentações ou se vai apresentar em um lugar muito importante, ensaie várias vezes e cronometre para saber se você está dentro do prazo estipulado.
    Tenha sempre em mente que nem sempre você terá a oportunidade de realizar a sua apresentação num ambiente muito favorável. Muitas coisas poderão prejudicar a visibilidade dos slides: projetor de má qualidade, projetor inadequado para a sala, sala muito clara, etc. Assim, é importantíssimo que os seus slides sejam otimizados para o pior caso e não para o caso ideal.
    Sempre use um tamanho de fonte o maior possível. De preferência, entre 20 e 28 para o texto e entre 32 e 46 para os títulos.
    Cuidado ao escolher a cor e o padrão de fundo dos slides. Escolha um fundo que permita um grande contraste com a cor do texto. Fundo branco (ou quase branco) e letra preta é o ideal. Só use outras cores mais audaciosas se você já conhecer a sala e o projetor que usará em sua apresentação. Em particular, fundo escuro e letras claras só funcionam se o projetor for excelente e a sala totalmente escura, o que é raro; portanto, não corra este risco.
    Slides com frases longas ou texto corrido tendem a fazer com que a apresentação fique confusa e entediante. Se o apresentador simplesmente ler os slides, o público dorme. Se o apresentador não ler o texto do slide e o slide contiver muito texto, o público fica confuso. Portanto, use frases bem curtas ou apenas itens e os explique oralmente.
    Em geral, os slides não devem conter texto corrido, prosa. Eles devem conter itens, não frases. Seu slide deve se parecer mais com poesia do que com prosa.
    Use entre 6 e 8 linhas por slide. Em casos extremos, pode-se usar até 10 (ou, em casos muito extremos até 12) linhas por slide. Em hipótese alguma use mais do que 12 linhas por slide de texto. Talvez a única exceção sejam slides com código-fonte, onde é possível ter até umas 14 linhas.
    Se o slide tem poucas linhas, coloque-as com espaçamento uniforme no slide, i.e., não as coloque todas apertadas no topo do slide.
    Evite uma apresentação composta apenas por texto. Figuras, diagramas e até vídeos curtos irão tornar o conteúdo mais interessante.
    Se você incluir figuras, não se esqueça de seguir as mesmas regras do tamanho do fonte para o texto que aparece dentro da figura. Além disso, use todo o espaço disponível para fazer com que a figura fique o maior possível.
    Evite usar muitas animações e efeitos. Em geral, efeitos só atrapalham. Animações devem ser usadas quando elas tem algo a acrescentar, não devem ser usadas só porque são bonitinhas.
    Coloque numeração nos slides. Assim, um espectador pode falar: “Você pode voltar ao slide 17, por favor?” Nos programas de apresentação de slides, você pode pular diretamente para um slide digitando o número do slide e .
    Se a apresentação for séria mesmo, não se esqueça de passar um corretor ortográfico para não dar vexame.
    Se o seu slide tem um diagrama complexo, código-fonte ou muitos itens, vale a pena apontar para o pedaço do slide sobre o qual você está falando. A melhor forma de fazer isso, é apontar com o dedo diretamente para a tela, praticamente encostando o dedo na tela. Outra forma interessante é usando um apontador laser. Em alguns casos, você pode colocar o seu dedo na frente do projetor de forma que a sombra da sua mão aponte para o local correto do slide. Usar o mouse não é tão bom mas pode ser usado em último caso. A forma menos eficaz (e muitíssimo utilizada por pessoas com pouca experiência em apresentações) é apontar para a tela com o seu dedo a metros de distância dela; neste caso, só você saberá para onde está apontando.
    Vale a pena dar uma olhada no documento slide presentation guidelines da USENIX.

    Um outro tipo de apresentação, chamada de Zen presentation pode ser interessante em alguns contextos (nem sempre é uma boa ideia). Há uma palestra interessante de 1 hora sobre esse assunto apresentada por Garr Reynolds que ele deu na Google.

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